quinta-feira, 10 de julho de 2008

ILUSÃO

ILUSÃO



Vida em forma de pura energia que explode no Universo,
Eclode em minha alma na forma de inspiração,
Como manhã aveludada em gotas de orvalho
No crepúsculo de um dia de verão.
À luz da lua e no brilho das estrelas,
Com sons de uma vibrante melodia
Ordenado pelo ardor da paixão.
No meu peito viceja a fonte do amor.
Na ausência de teu beijo cálido,
Na ilusão de que teus braços me acolhem,
No desejo de viver loucuras, na solidão que me tange,
Liberto memórias vislumbradas em sonhos quiméricos.
E na plenitude do meu amor, como se possível fosse amar o Universo,
Todo sorvido sem qualquer pressa, e aos poucos
Saboreio os mistérios e encantos com desejos afoitos,
Segredados em forma de rimas e poesias do meu corpo!
Infinita

ÚLTIMA CARTA


Última Carta...

Nesta tarde de outono,
a a natureza contemplar
os olhos folhas caídas pelos caminhos;
flores recolhidas, mas com a beleza disposta a resistir,
mesmo frente à tristeza que enseja o dia...
A folha de papel,
na mesa em que antes recebíamos dia a dia,
a oferecíamos momentos de graça e encanto;
os jardins, ao redor da sala majestosa,
agora solitária, enfim,
é o momento:
eu e você, papel e lápis
num encontro final...
Agora, escrevo tudo do que fomos
registro em páginas cheias de ternura,
confidências, em páginas de vitórias;
conquistas mil, abraços, beijos;
lutas vencendo até mesmo a morte,
a ameaçarmos, por vezes...
Passo a escrever o que não fomos:
e três linhas se projetam,
nada mais , faltou coragem...
faltou cumplicidade e entrega...
Encerro a história,
começo a escrever o meu reencontro com a vida;
o sol que me voltou;
a lua que agora encanta-me;
as estrelas a brilharem novamente,
em minhas noites...
Neste jogo de paixão alucinante,
surgida quando já me preparava
para a entrega derradeira;
a fazer-me de menina mulher...
adentra nas selvas,
impostas pela solidão,
a tigresa e sua força em furor,
tal que me faz pequena,
diante de seu fogo
e grande perante o Universo!
Um jogo de cumplicidade,
de amor, paixão, excitação...
sensações mil a lançarem-me
a tarefa, agora, de começar novamente...
a certeza de que a página virou.
o amor voltou levando ao êxtase juntos aos deuses do olimpo
Agora, preparo-me para selar o envelope,
despedir-me de você,
encerrar esta história
e dar início a nova chance
de poder voltar a ser feliz...
Olho para a mesa,
tudo escrito, pronto, lápis caído,
momento de preparar o envio...

Infinita

AS VITRINES

AS VITRINES
À noite - eu da janela - me surpreendo
Com a multidão (olhando os Magazines),
Que parece encantar-se com as vitrines,
Pois mesmo sem comprar, tudo vai vendo.
Por fim todos se vão e a noite vela
Comigo, agora, as ruas solitárias...
Só o clarão das grandes luminárias,
Fica junto de mim, rente a janela.
Fecho a janela...
A madrugada é fria...
Vou junto ao meu PC fazer poesia,
Mas a mente procura outras andanças.
E aí então uma grande dor me invade,
Porque abro a janela da saudade,
E vou vendo vitrines de lembranças.
Infinita

terça-feira, 8 de julho de 2008



ESBOÇO OU RETRATO



ESBOÇO OU RETRATO

Entre um esboço e outro
Retrato as curvas do destino
Do passado ao presente
Dos encontros e desencontros.
As tristezas, as alegrias...
Os sonhos, as fantasias...
Desfilam em minha mente
Igual uma serpente
Dominado minha mente...
Ilusões, sensações...
O sonho inacabado
O gosto do pecado
O amor desejado
Ardem em meu corpo
Noite após noite.
São momentos mágicos
Cheio de fantasias
Encanto e magia.
Como te amei
Fantasiei
Desejei
Este momento
Que hoje encontrei...


Infinita